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Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Conta-me Histórias

28
Abr17

Rosas de sonhos do vento

Rita PN

Vestiu a capa negra da noite
que julgou, outrora ver esquecida
no jazigo das recordações inférteis
das intempéries d'outra idade vivida. 
Olhou-se ao espelho, 
reflexo baço, vazio e semblante sombrio
de quem afastou de si o sol.
Reconheceu-se a ela, mas não a mim;
(menina que roubava flores no jardim)
vestia farrapos de sonhos
e tinha o passar dos anos emaranhado nos cabelos. 
Sem nexo. 
Apenas enleio
numa história que releio 
e cujas páginas se desfolham, 
como rosas
a quem não deram prosas
nem versos d'amor, com o mesmo calor
da verde esperança
com que a mão do meu coração as roubou
esta manhã no jardim.

Dispostas agora diante de mim,
cinco rosáceas de sonhos
nítidos (no mesmo baço espelho vazio),
refletem assim, ainda tenras,
as pétalas rosadas da face miúda
de quem seduziu
a espera, fantasiando possibilidades
e probabilidades
e que por isso viu,
na mesa das agulhas de marear do navio,
o ponteiro girar aos sete ventos,
entre os cardeais pontos perdidos
… e parar a nordeste.

(Era uma vez uma menina que roubava rosas de sonhos ao vento).

25
Abr17

Amor à Liberdade

Rita PN

 

cart25abril.jpg

 

 

-Aqui, somos todos loucos!

Dizem eles armados; versos na mão
punhais cravados,
amores baleados
por sentimentos minados
de pura ilusão.
Ardem-lhes as dores e as sombras do passado
secaram os jardins, anteriormente atravessados
por beijos molhados e olhares cúmplices
de um crime que só um louco viria a cometer – AMAR!
Só o rasto de pólvora da paixão e a putrefação das memórias ficou.
Cheiram a amoníaco as rosas da face, agora murchas,
e sangram os espinhos
outrora macios, se mordidos nos lábios
por desejos sábios, doravante enjeitados
pela morbidez lânguida da pele.
- Aqui somos todos loucos!
Gritam eles de armas na mão.
Assassinatos, extermínios, massacres, campos de concentração
de versos conjugados, em mares antes navegados
por sentimentos aguçados (agora renegados) e exulceração.

A última vítima do amor pela liberdade foi encontrada hoje, irreconhecível...
...Tinha um poema cravado no coração.

 

21
Abr17

Tentações

Rita PN

Olhei-a, sentado no meu terraço
impávido e sereno,
cigarro aceso e um copo de bagaço,
antevendo o melaço do regaço daquela mulher.
Em pé, ombro apoiado na parede
mini saia preta e blusa de rede,
uma taça tinta de vinho na mão
e a cumplicidade de um Marlboro na outra. 
Sem infração, contou-me em silêncio segredos,
expondo-me os medos 
que ouvi e bebi, como se fossem minhas 
as pétalas de fumo que lhe nasciam nos lábios.
Embriagado pela subtileza dos gestos sábios,
cedi.
E fumei-lhe a espera,
num salgado jogo sem pressa 
ao leme da tentação.
Em maresia sem promessa...
entregues à ondulação,
dois corpos famintos,
em goles de beijos tintos
salgados instintos de prazer carnal.
Devoção em alto mar
até a onda rebentar...
... e a jusante da maré
lhes permitir regressar.
 

Amantes citadinos num terraço ao pôr-do-sol,
nus.
- Só a liberdade é necessária para amar!

19
Abr17

Espero por ti ao pé da ponte

Rita PN

Esperei por ti ao pé da ponte
florida, na esperança vã enfeitada
se adentro p'lo mar dos meus olhos,
te visse vinte e oito passos apressada.

Chegavas-te a mim com três laranjas no regaço
em tom d'embaraço por não te saberes explicar,
na demora em me abraçar, cem braços de rio por navegar
mil palmos de terra por explorar
e dez mil milhas de sonhos por cumprir.
Deixei-te rir, nervoso miudinho
de quem não me conhece o dorso
e sabe que nele terá (quem)barcar.

Aqui, deste lado da ponte, não há quem sou.
Mas acolá, onde os pássaros cantam,
onde as flores encantam
e onde a humanidade nasce em ramos de alecrim,
há um jardim de sonhos encantados,
por mim semeados
- enquanto te esperava do lado de cá -
cantei o credo, cândida à fonte
para que os regasse, até que a hora chegasse
e em ti brotasse a vontade de me ter.
Felicidade que andais perdida com três laranjas no regaço...
em passo baço, de quem não luziu ao nascer.
Vem sentar-te nas minhas costas
e deixa-me ser escrava de tuas viris vontades
alimenta-me com o sumo da tua laranja
e deixa o excesso escorrer pelo meu queixo...

(não é desleixo) e lá em baixo,

no lazarento jardim dos meus sonhos,
será fértil tudo o quanto dele beber.

Vem, que por ti ainda espero ao pé da ponte.

18
Abr17

Húmus

Rita PN

As minhas janelas não dão para lado nenhum.
Não há nada que se me mostre através delas,
as estradas e figuras que entrevejo,
não me levam a lugar algum…
perdeu-se o Homem e o ensejo
(lá no alto), pelo asfalto.

Há nos meus olhos cansaços vários
decorrentes do esforço exabundante
de sonhar desejos deficitários
p’la mão de Virgílio,
nas margens do Letes de Dante.

Constantemente me adio os escombros
inevitáveis, quando à meia, a noite cair
e o céu me esborrachar de vez a cabeça.
No inferno, todos se vão rir
e na terra, não há quem não me agradeça
a retirada.
Que maçada…
todos escolheram o domingo para morrer
e até nisso eu saí controversa.
Nem no princípio nem no fim. Exatamente a meio
onde a semana dispersa.
Avessa, pedi para assistir ao meu funeral,
enterraram-me, por isso, primeiro o caixão
(que dele quero morrer longe).
Queriam-me os sonhos em valas comuns?
Não.
Sequem as lágrimas choradas
e desacreditadas de religião.
A minha única fé é sonhar!
E quem sonha, nunca sonha em vão.

Alimentar-vos-á o húmus
da minha ressurreição
porque se morro, não morro toda de uma só vez
e o que por terra cai,
levantar-se-á outra vez
sem que vós me entendeis a mão.

Querem graça?
Peçam o óbulo à porta da igreja
que a vida não vai de bandeja
e eu 'inda estou no meu funeral.

 

As minhas janelas não dão para lugar nenhum.

17
Abr17

Tabacaria

Rita PN

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
(...)


Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(...)

 

Álvaro de Campos, in "Poemas"

13
Abr17

Cativar...

Rita PN

«XXI

Foi então que apareceu a raposa.
– Olá, bom dia! – disse a raposa.
– Olá, bom dia! – respondeu educadamente o principezinho, que se virou para trás mas não viu ninguém.
– Estou aqui, debaixo da macieira – disse a voz.
– Quem és tu? – perguntou o principezinho – És bem bonita…
– Sou uma raposa – disse a raposa.
– Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho. – Estou triste…
– Não posso ir brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou…
– Ah! Então, desculpa! – disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar.
– “Cativar” quer dizer o quê?
– Vê-se logo que não és de cá – disse a raposa. – De que andas tu à procura?
– Ando à procura dos homens – disse o principezinho. – “Cativar” quer dizer o quê?
– Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar – disse a raposa. – É um grande inconveniente! E também fazem criação de galinhas. Aliás, na minha opinião, é o único interesse deles. Andas à procura de galinhas?
– Não – disse o principezinho. – Ando à procura de amigos. “Cativar” quer dizer o quê?
– É uma coisa de que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer “criar laços”…
– Criar laços?
-Sim, laços – disse a raposa. – Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti…
– Parece-me que estou a perceber – disse o principezinho. – Sabes, há uma certa flor… tenho a impressão que ela me cativou…
– É bem possível – disse a raposa. – Vê-se cada coisa cá na Terra…
– Oh! Mas não é na Terra! – disse o principezinho.
A raposa pareceu muito intrigada.
– Então, é noutro planeta?
– É.
– E nesse planeta há caçadores?
– Não.
– Começo a achar-lhe alguma graça… E galinhas?
– Não.
– Não há beleza sem senão… – suspirou a raposa.


Mas voltou a insistir na mesma ideia:
– Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu caço galinhas e os homens caçam-me a mim. As galinhas são todas parecidas umas com as outras e os homens são todos parecidos uns com os outros. Por isso, às vezes, aborreço-me muito. Mas, se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, repara! Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante? Eu não gosto de pão e, por isso, o trigo não me serve para nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo é dourado e há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do som do vento a bater no trigo…


A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo…
– Se fazes favor… Cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
– Eu bem gostava – respondeu o principezinho, – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e um bocado de coisas para conhecer…
– Só conhecemos o que cativamos – disse a raposa. – Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
– E tenho que fazer o quê? – disse o principezinho.
– Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto…

 

O principezinho voltou no dia seguinte.

– Era melhor teres vindo à mesma hora – disse a raposa. – Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito… Precisamos de rituais.
– O que é um ritual? – disse o principezinho.
– Também é uma coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – É o que torna um dia diferente dos outros dias e uma hora diferente das outras horas. Por exemplo, os meus caçadores têm um ritual. À quinta-feira, vão dançar com as raparigas da aldeia. Por isso, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear às vinhas. Se os caçadores fossem dançar num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
E o principezinho cativou a raposa. Mas quando se aproximou a hora da despedida:
– Ai! – suspirou a raposa – Ai que me vou pôr a chorar…
– A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não te desejava mal nenhum, mas tu pediste para eu te cativar…
– Pois pedi – disse a raposa.
– Mas agora vais-te pôr a chorar! – disse o principezinho.
– Pois vou – disse a raposa.
– Então não ganhaste nada com isso!
– Ai ganhei, sim, senhor! – disse a raposa. – Por causa da cor do trigo…
E acrescentou:
– Anda, vai ver as rosas outras vez. Vais entender que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.

 

O principezinho foi ver as rosas outras vez.
– Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada – disse-lhes ele. – Ninguém vos cativou e vocês não cativaram ninguém. São como a minha raposa era, uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e ela passou a ser única no mundo.
E as rosas ficaram bastante arreliadas.
– Vocês são bonitas, mas vazias – insistiu o principezinho. – Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é igual a vocês. Mas, sozinha é muito mais importante do que vocês todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.

 

Depois voltou para o pé da raposa e despediu-se:
– Adeus…
– Adeus – despediu-se a raposa. – Agora vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos…
– O essencial é invisível aos olhos – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
– Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
– Os homens já não se lembram desta verdade – disse a raposa. – Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa…
– Eu sou responsável pela minha rosa… – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.»


O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry (Tradução de Joana Morais Varela, Ed. Presença, pp. 66-74)

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