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Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Conta-me Histórias

21
Dez16

Ela disse sim!

Rita PN

 

Disse-me que sim. Que queria. 

Que queria muito.

Uma fração de segundo foi o necessário para o proferir - Sim.
O tempo parou. A inércia tomou conta de mim, dos ponteiros do relógio e do mundo em redor.
Estático, eu e tudo à minha volta. Tudo o quanto até ali, naquele tão curto espaço que separava o meu corpo do dela, havia ganho vida. Os abraços, as ruas, os beijos e os bancos de jardim, as carícias e os lençóis, a voz dela, as canções da rádio, as mãos dadas e o ruído do motor do carro, o silêncio, o pôr-do-sol, as gargalhadas, as memórias e os dias... Até o passar dos dias, das horas, das folhas do calendário.
Depois do "sim" nada mais se moveu. Apenas a força da gravidade reagiu, tombando-me os braços, obrigando-me a baixar a cabeça e a fixar os olhos no chão - eu soube, não haveria depois.

Sim - bastou uma fração de segundo - primeiro caiu o céu, depois os sonhos, pelo caminho despedaçou-se o antes, o agora e o depois. Olhei-os uma última vez, estilhaçados no chão entre fendas abertas.

Ela disse-me sim. Que queria. Que queria muito ir.
E foi...

E eu, sempre atrasado, cheguei à hora certa ao local exato e fui pontual na hora de a ver partir.
Sim. Depois do sim, ela foi e eu fiquei.

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