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Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

O caminho a seguir

Às costas carregava o tempo e nos pés os percalços do caminho. Não podia parar porque, embora de rosto voltado para trás, o relógio avançava e os ponteiros seguiam. E seguiam também os seu pés molhados, enregelados do frio, doridos do caminho, sentido cada pedra que pisavam, cada centímetro do chão. 

Sem permissão, entravam-lhe pelos olhos as paisagens, pessoas cruzavam o seu caminho e os sons exteriores quebravam o silêncio, quando só o seu coração se ouvia tum, tum,tum, tum; batimento certo, solitário porém, sem a musicalidade da vida.
Os ponteiros seguiam a um ritmo acelerado fazendo correr o tempo. Os pés acompanhavam e a vida alargava a passada parecendo, porém, não sair do mesmo sítio.
Olhava para trás a sombra, para a frente o relógio, para o presente os pés doridos e, à medida que se alteravam as paisagens, novos rostos surgiam, outros partiam, alguns, poucos, ficavam. Apesar das mudanças, em Artur permanecia a esperança de chegar onde a vontade queria, de conseguir alcançar o que a força permitia e de nunca deixar de lutar pelo que sempre acreditou que um dia seria possível.
Sabia que numa dada hora o relógio viraria, permitindo aos ponteiros olhar  para o mesmo caminho que os pés percorriam. O ritmo acertar-se-ia e Artur passaria a acompanhar o andar do tempo e o correr dos dias sem fugir da vida. Cortaria metas, abraçaria conquistas, ganharia as suas lutas e teria finalmente a certeza de que havia valido a pena molhar, gelar, arrastar e ferir os pés para o conseguir!


O caminho não tem fim, a não ser quando o tempo pára e se esgota o tum,tum,tum,tum que o faz viver.

Apesar dos percalços, Artur não desistiu dos seus sonhos e deixou-nos uma grande lição:
Enquanto houver pés para andar, força para lutar, vontade de conseguir, olhos para ver, coração para sentir e cabeça para pensar, o caminho a seguir vai ser aquele em que realmente se acreditar!

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