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Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Uma breve reflexão sobre Tudo o Que o Amor Não É

 

Usando como título o nome de um livro da autoria do psicólogo e professor Eduardo Sá:

Em dia de festejos de São Valentim e onde a palavra em foco é o Amor, considero importante parar e refletir um pouco sobre tudo o que afinal o Amor não é. Para assim nos consciencializarmos de qual é, afinal de contas, o seu exato papel nas nossas vidas.

O Amor é um sentimento alvo de investigações e definições diversas, desde a psicologia à ciência, sem nunca esquecer a arte que dele vive e sobrevive. Na literatura, com maior foco na poesia, encontram-se-lhe milhares de definições. Certo é, porém, que as investigações se estendem, também elas, à investigação criminal e judicial, tal como é uma realidade (mais próxima do que se imagina), a entrada diária do amor nos gabinetes de Apoio à Vítima.
Isto é tudo o que o Amor não é.

Opressão, ciúme doentio, perseguição, desconfiança cega, ameaça, domínio do outro, controlo asfixiante da vida, dos passos, das roupas que se vestem, dos amigos, dos colegas, até da direção do olhar e das observações feitas, palavras ditas.
Isto é tudo o que o Amor não é.

Ameaça e violência. Homicídio.
É doença. É distúrbio. De personalidade ou psicológico, mas nunca será Amor.

Medo. É tudo o que o Amor não é. E é preciso algum grau de consciencialização e de decisão interior para a vítima de uma relação que deveria ser de Amor, paixão e romantismo tomar a decisão de se deslocar a uma esquadra policial, a fim de apresentar queixa contra o namorado/marido ou ex-namorado/marido.

 

A agressão não é um ato de Amor, tal como o pedido de desculpas que se sucede não é Amor declarado. 
É comum desculpar-se uma vez, duas, três vezes. À quarta, as sequelas são efetivamente visíveis. Mas atenção, o verdadeiro Amor não deixa marcas na pele nem feridas na alma. O verdadeiro Amor não sangra.
A esperança ilusória de que o outro irá alterar o seu comportamento, de que o seu arrependimento é real e a ideia de que a fazê-lo, o parceiro o fará por Amor, são enganos que evidenciam a morte da primeira vítima: o Amor próprio. 
E isto é tudo o que o Amor não é.

 

É necessária uma maior consciencialização humana, uma maior abordagem do tema, campanhas que cheguem mais próximas das vítimas, mãos e corações abertos, pessoas dispostas a ajudar. É necessário transparecer segurança, é necessária ajuda psiquiátrica, é necessário apoio, é necessário AMOR.

 

Dia 14 de Fevereiro, enquanto muitos comemoram o Amor (mesmo que só uma vez por ano nesta data), outros recebem-no, julgam eles/elas, violentamente. Um estalo embrulhado em papel com corações, um cestinho de ameaças, um ramo de opressões, um qualquer perfume com aroma a feridas abertas, marcas e hematomas.
E isto é tudo o que o Amor não é.

 

O Amor não mata. Tragédias gregas querem-se em livros, fruto da imaginação dos seus autores. Nos dias que correm já ninguém morre de Amor, mas sim pela falta dele.
E isto é tudo o que o Amor não é.

 

A quem realmente o vive, o partilha, o dá e o recebe genuinamente e pelo coração, ficam os meus votos sinceros de uma feliz São Valentim antecipado!

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