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Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Àquele lugar...

Quero querer, ou será que queria
um dia esquecer a lembrança
que recordo quando adormeço?
A que levaste contigo para onde nunca partiste,
lugar sem nome onde presente estás
e de onde voltas,
quantas vezes eu fechar os olhos e te sentir.
Queria querer que essas viagens em que te posso ouvir,
te trouxessem no esquecimento do que nos faltou viver.
Neste tempo sem morada, nesta saudade sem ausência
em que a distância é lugar onde habito.
 
Fechada no baú de recordações de tecidos antigos
com que o coração se vestiu
e que jazem, agora, em farrapos de memórias que quero despir.
O que foi que deixaste quando partiste?
Ou será que não foste?
Levaste o corpo livre. Deixaste em mim a alma?
Viva.
Deambulas tu pelos dias, vazio de mim.
Nascendo de novo.
Morro eu por transbordar de ti.
Quero querer, ou será que queria
um dia...
devolver-te o tempo em que te vivi demais?
Quero querer, ou será que queria?
Antes que morra e te leve comigo, quero!

Quando uma guitarra se cala

Faz hoje 14 anos que partiste... meu Ídolo maior❤

Ao meu avô Goinhas Palma:

 

Quando eu era pequenina

E me sentava a ouvir-te tocar,

Sonhava em ter as tuas mãos

E esse ágil dedilhar.

Acordes de uma vida,

Notas tantas vezes tocadas,

Melodias gastas, outras sentidas,

Cordas com alma se p'los teus dedos pisadas.

 

Corria-te o Fado nas veias

E era tua essa guitarra

Que por paixão acompanhava

Vozes ainda sem nome, mas que hoje

(Pudesses tu nesse tempo prever)

Por uma delas o Coliseu esgotava.

 

E enquanto essas vozes se elevam,

A tua guitarra nunca mais se ouviu.

Ficou a carcaça do Fado

E a alma? Essa partiu.

A alegria de tantas notas,

Os acordes com que cresci,

Mais ninguém os sabe tocar

E eu nunca mais os ouvi...

 

As cordas envelheceram.

A guitarra já não toca.

O avô não está em casa.

O Fado é só Saudade.

E esse é o fado que trago.

Os anos passam

E eu já não sou pequena...

Nem me sento a ouvir-te tocar.

Não porque esteja grande,

Mas porque Tu já aqui não estás

Para contigo me fazer sonhar.

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