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Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Conta-me Histórias

' O Homem é sempre um contador de histórias. Vê tudo o que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma. ' (Jean-Paul Sartre)

Prémios de Marketing 2017

A dedicação e a paixão por aquilo que fazemos é, sem dúvida, o motor para o sucesso. Foi com uma enorme emoção que no passado dia 23 de Novembro recebemos, na pessoa da Rita Palma Nascimento, a notícia de que a Hall Paxis tinha sido galardoada com o primeiro prémio de marketing no âmbito do Imocionate itec 2017.
"Do mosto à Palavra", uma ideia que surgiu do nada, que foi desenvolvida, cimentada e concretizada, saíu vencedora numa tarde de chuva, mas onde o calor humano encheu a FIL.
Muito obrigada a todos quantos acreditaram e ajudaram! Deixamos aqui a honra da consagração do primeiro lugar, entregue à Rita, uma das principais mentoras da ideia, e que nela trabalhou arduamente. Um grande bem-haja a todos quantos tornaram este prémio possível - Equipa Hall Paxis, parceiros de evento Chiado Editora e Herdade da Figueirinha, amigos, clientes, família, autores, viajantes, turistas... É por vós e para vós!

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Para os menos atentos a este cantnho, "Do Mosto à Palavra" foi uma ideia que surgiu numa solarenga tarde de Dezembro, em plena cidade do Porto, na esplanada do Chiado Café Literário, na Av. da Boavista, onde duas alentejanas de Beja (eu e a minha mãe) se encontravam a almoçar, tendo sido brindadas com um copo de vinho Alentejano, mais concretamente da Herdade da Figueirnha (Beja). 

Estava lançado o mote, à mesa juntaram-se uma imobiliária, o vinho e a literatura para um início de tarde que viria a ficar na hitória. 

Depois de "cozinhada" a ideia, ainda em fase embrionária, apresentámos a proposta de parceria tanto à Chiado Editora, como à Herdade do Monte Novo e Figueirinha, que aceitaram prontamente o desafio. E se à primeira vista estas três empresas nada têm em comum, desenganem-se: Pessoas, Cultura e Arte. Três elos de ligação e união capazes de mobilizar e dar origem a um Prémio Literário que recebeu paticipações de todo o Portugal Continental e Ilhas. A concurso, sob a temática "Alentejo", estiveram 420 participações entre as categorias Prosa e Poesia, tendo sido premiados três autores em cada uma das categorias, num evento vínico e literário que decorreu em Maio, na Herdade do Monte Novo e Figuerinha em Beja. 

Dada a dimensão alcançada, o projecto não poderia ficar por aqui. Foi entao anunciada, por parte da Chiado Editora, a compilação de todos os originais numa obra, a Coletânea "Do Mosto à Palavra" - Vol I, lançada extamete no mesmo local, no passado dia 18 de Novembro. 

E se a concurso obtivemos participações de Norte a Sul, incluíndo as ilhas, na assistência, "Do Mosto à Palavra" internacionalizou-se, com a presença de cidadãos Italianos, Holandeses e Colombianos. 

E agora perguntam vocês (e bem) "Qual o benefício/vantagem, para uma imobiliária, integrar um projecto como estes?". 

Vejamos, nos dias que correrm e sendo Beja uma cidade de pequena dimensão, só faz sentido desenvolver um negócio quando perfeitamente integrado no seio da comunidade. Quando a comunhão existe e a interligação entre partes é incentivada e fomentada. 
Desta forma, este plano de marketing permitu à Hall Paxis não só o posicionamento no seio do seu segmento alvo, como a criação de valor para a empresa, a par da divulgação e visibilidade ganhas tanto para a Hall, como para a cidade e para a região. 

Uma parceria improvável que resultou numa ideia out of the box, impulsionadora, inovadora e única. 

Para melhor perceberem a essência do que foi feito, deixo-vos o vídeo que nos valeu a conquista do 1º lugar nesta que foi a 1ª Edição dos Prémios de Marketing para o segmento imobiliário. 

 



Monte Tradicional Alentejano - Um pouco de história e tradição

 

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Quando se fala em Monte Alentejano, somos inevitavelmente remetidos para uma sensação de tranquilidade, sossego, descanso, harmonia mas, também, de isolamento. Na verdade, foi extamente esse o príncipio que deu origem à estrutura conceptual do Monte Alentejano, tal como o conhecemos hoje.

 

A sua história remonta ao séc VII a. C. e à presença dos Fenícios que, por terem na Península Ibérica uma base importante e estratégica na sua rota de comércio, exerciam sobre este território uma forte influência.
À época, o conceito de Estado não existia – note-se que o conceito de Estado se refere a qualquer entidade com estrutura própria, politicamente organizada e com poder soberano para governar um povo dentro de uma área territorial perfeitamente delimitada. São poderes tradicionais do Estado o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, sendo que numa Nação o Estado o Estado desempenha funções políticas, sociais e económicas. – e foram os agrupamentos sucessivos e cada vez maiores de seres humanos que nos fizeram chegar a essa concepção.

 

Os Fenícios foram um dos primeiros povos a tentar implementar um conceito semelhante, onde as regras fossem similares entre os diferentes povos que coabitavam a região. Os grandes centros urbanos, por eles dominados, foram os primeiros locais a acolher e a implementar estas regras, o que levou a que uma boa parte dos seus habitantes - habituados a viver segundo as suas próprias normas - começassem a dispersar por todo o sudoeste peninsular, de modo a poderem viver segundo os seus próprios costumes. Por consequência, levavam consigo muito da influência Fenícia no que à construção e à estrutura habitacional dizia respeito.

Com uma história que ascendente os 2500 anos, o Monte Alentejano teve a sua maior influência na arquitetura mediterrânica, instituída, em grande parte, pelos Fenícios. É de realçar a privacidade de espaço como característica principal, situando-se a habitação no centro dos pátios, o que garantia a sua salvaguarda.

 

Contudo, a edificação do Monte Alentejano poderá também ser considerada uma ruptura conceptual, estrutural e arquitectónica para com as características predominantes nas habitações da época. Senão vejamos, com a dispersão dos grandes povoados, na parte final do século VII e no início da idade do Ferro, a realidade do cultivo, da força laboral e do conceito de família é transmitida para a construção, sendo abandonada a estrutura circular das pequenas cabanas, para abraçar uma nova realidade arquitectónica.
Sendo já uma base da comunidade, a família torna-se igualmente base do trabalho e da organização estrutural, cultural e social.

 

Provenientes da região litoral, as técnicas de construção e da própria organização do espaço foram implementadas em determinadas zonas do interior, permitindo a criação de pequenas comunidades rurais auto-sustentáveis, predominantemente instaladas junto a linhas de água, por forma a reforçar o carácter agrícola e agro-pastoril das comunidades.

 

Estudos arqueológicos indicam que estes antiquíssimos protótipos do Monte Alentejano seriam construídos em pedra e terra e seriam, tal como atualmente, pintados de branco.

 

Abandono

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Em terra de pouca sorte,
insípida p’las águas do pranto,
dizia o vento - que corria parado -
memórias cansadas,
ao entardecer da vida num banco
de praça, deserta e despida,
tricotando, incerta, a nudez
da memória de outrora, esquecida.

 

E à luz da janela improvável,
na cal já gasta esculpida,
vivia de língua amputada
o silêncio da despedida.

 

À proa


Nasço eu, p’los teus braços, amanhã.
Estratosférica e profunda,
breve e oriunda de sonhos crescentes
(como a lua, esta noite).
Fóssil de mim, ajusto os ossos,
(a mais dura parte de quem sou)
à saudade.
Baixa mar de um rio que rasgou as margens
da impossibilidade, ao nascer.
Para os lados da foz, vazante, não lhe conheço caminho
e a jusante de mim, só o teu desaguar
no lago do jardim que me dá de beber
ao coração.
Tu entraste antes de mim nas flores que ficarão
com as lembranças,
quando a névoa cerrar o caminho
e a tua mão deslizar sobre o pensamento,
colhendo o que de nós brotou:

 

Arte livre, inocente e múltipla,
na proa erguendo o amor.

 

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